Desde a segunda metade do século findo, o capital internacional representado por uma centena ou pouco mais de maiores corporações se utilizou do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial e da Organização Mundial do Comércio para impor a todos os países do hemisfério sul a chamada política neoliberal. Essa política neoliberal não teve outro papel do que destruir as economias nacionais, submetê-las à lógica dos interesses das grandes corporações e diminuir o poder de intervenção dos Estados nacionais. O resultado das políticas de neoliberalismo: as economias periféricas quebraram e as condições de vida para os povos do Sul pioraram. Apenas uns 10 por cento da população de cada país se locupletou, como capatazes desse bordel financeiro. A regulamentação das instituições deixou-se ao chamado “mercado”, que mais não era do que as mesmas corporações e as suas especulações que encheram as suas carteiras com lucros produzidos “ex nihilo”. Os seus capatazes, ou seja os políticos “democraticamente” eleitos pelos seus meios de comunicação conseguiram deixar muitos dos seus pobres eleitores a arriscar as suas vidas para vender a quimera de democracia ao Afeganistão, Iraque, Kosovo, etc. Para o cúmulo de desgraça os pobres são agora chamados para cumprir a obrigação nacional de investir os seus magros fundos de pensões para resgatar um sistema financeiro que os defraudou ao longo dos tempos! Pode não tardar o momento de “quousque abuteris…” para alguns representantes mais ousados, mas obviamente “terroristas” para as autoridades “democraticamente” em poder, exigir cabeças dos executivos da Wall St. para a guilhotina!
O que começou como a crise de crédito está a revelar-se para quem tem olhos para ver como uma consequência natural de um sistema político neoliberal com capitais e mídia falsificados para impor democracia! Não vai fazer muita diferença se é McCain ou Obama a gerir o bordel. Mas com certeza não será o terrorismo global atribuído a Al-Qaeda que vai matar mais inocentes!
03 outubro, 2008
20 setembro, 2008
Precisamos mais capitalismo para mais campanhas contra pobreza
As turbulências financeiras dos últimos dias, a continuidade das aberrações dos jogadores da Wall Street, o empenho imparável do complexo militar-industrial no Iraque, em Afeganistão e nos novos alvos que se procura, já bastam! O desafio Miqueias e outros iguais devem ser dirigidos a esses banqueiros e especuladores criminosos! Os dinheiros e ajudas que se pedem não vão parar nas mãos invisíveis dos mesmos agentes do capitalismo? Ou para manter vivas as vítimas desses exploradores? É óbvio que as vítimas mortas não servem para ninguém. Somos convidados a praticar caridade ou colaborar com os criminosos a longo prazo?
13 setembro, 2008
As universidades do futuro
A economia global que será dominada cada vez mais por países com grandes potencialidades competitivas, a evolução humana que já passou pelas fases de homo habilis, faber e sapiens sapiens, vai precisar de atingir mais um patamar, ou seja, as universidades do futuro terão que produzir homo sapiens sapiens sapiens ! Este escalão de tripla sabedoria implica uma combinação de competências tecnológicas, valores humanos e respeito pela natureza. Já não estamos na fase da revolução industrial que produziu o capitalismo selvagem e as crises ambientais que vivemos.
O ensino superior que só fique pelas tecnologias, de melhor qualidade que sejam, e não cuide das áreas de conhecimento e promoção dos valores humanos e protecção ambiental, pouco servirá para um futuro mais digno e mais sustentável para todos. Poderá servir para a sobrevivência de alguns durante mais algum tempo neste Portugalzinho.
Teotónio R. de Souza
O ensino superior que só fique pelas tecnologias, de melhor qualidade que sejam, e não cuide das áreas de conhecimento e promoção dos valores humanos e protecção ambiental, pouco servirá para um futuro mais digno e mais sustentável para todos. Poderá servir para a sobrevivência de alguns durante mais algum tempo neste Portugalzinho.
Teotónio R. de Souza
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