17 novembro, 2006

De novo... Bush!

Ora bem, ora bem! Já estava a ficar preocupado!
Vamos então novamente falar do sr. Bush.
Posso estar em erro mas não me lembro de nenhum outro presidente americano na história recente do país que tenha suscitado tantas e tão veementes opiniões.
Já aqui referi que, na minha humilde opinião (que vale aquilo que vale), considero este senhor um bronco que, por via das complexidades do sistema eleitoral americano, acabou por se tornar líder daquela que é, quer se queira quer não, a única megapotência mundial.
Com tudo o que de bom e de mau advém dessa posição.
Infelizmente têm sido mais as coisas más que as coiss boas. Esta ideia peregrina de exportar a democracia ocidental para países que desconhecem por completo o próprio conceito de democracia só podia dar raia.
Claro que com tanta atenção dada à ingerência exterior descurou-se o aspecto interno, como ficou comprovado com a titubeante reacção de socorro às populações afectadas pelo Katrina.
Como dizia Churchill: «Pode sempre contar-se com os americanos para fazerem a coisa certa... depois de terem tentado tudo o resto.»
E depois há ainda e sempre o Médio Oriente.
Registou-se mais uma ofensiva israelita, consequente de mais uma chuva de rockets sobre o seu território, e mais uma vez toda a gente se indignou por terem morrido mais alguns civis. Por acaso gostava que me explicassem como é que se podem distinguir civis não combatentes de civis que o são na realidade, porque os rockets partem de zonas habitacionais e não de quartéis militares devidamente identificados.
Uma solução seria talvez pedir educadamente que pusesse o braço no ar quem pertencesse ao Hizballah, ao Hamas, à Jihad Islâmica ou a qualquer outro grupo radical, afastar esses indivíduos aplicando-lhes um severo puxão de orelhas e mandar os outros à sua vida com um pedido formal de desculpas pelo incómodo. Penso que só então o anti-judaísmo ocidental teria condições de perdoar a existência de Israel.

06 novembro, 2006

Será mesmo o fim?

É uma pergunta pertinente, uma vez que parece que tenho estado para aqui a falar, ou melhor, a escrever para as paredes.
Será que se cansaram todos de tratar a História de modo informal?
Será que ninguém tem opinião sobre os acontecimentos mundiais? Ou sobre outra coisa qualquer?
Estarão todos demasiado ocupados até para comentar um post?
Como de costume, o que começou com enorme pujança foi aos poucos perdendo o ímpeto inicial, até que fatalmente acabará por desaparecer.
É mesmo isso que querem?

22 setembro, 2006

Mais uma vez o Islão

Depois dos cartoons de Maomé eis que o Islão foi novamente ofendido.
O Papa Bento XVI, quiçá intencionalmente, citou um diálogo ocorrido no séc. XII entre o imperador bizantino e um convidado persa em que o primeiro condenava o facto de Maomé propagar a fé através da espada, usando esse diálogo para ilustrar a situação actual.
Vamos por partes.
Sem dúvida que o Islão é uma religião de paz.
Sem dúvida que o Cristianismo também o é.
Sem dúvida que os radicais islâmicos massacram gente inocente em nome dessa mesma religião de paz.
Sem dúvida que os radicais cristãos também o fizeram e ainda fazem.
Se até aqui estão ao mesmo nível, cristãos e muçulmanos diferem num ponto essencial: os primeiros, graças à secularização da sociedade consequente da Revolução Francesa, conseguem ter a abertura de espírito suficiente para aceitarem críticas à sua fé. Por outro lado, os muçulmanos vêem em cada declaração menos favorável uma ofensa de morte às suas crenças.
Por muito que custe aos países islâmicos aceitar, É UM FACTO que o terrorismo a partir do 11 de Setembro se tornou islâmico, levado a cabo por indivíduos que julgam prestar um grande serviço a Allah matando aos milhares de cada vez.
O Ocidente não pode deixar de ter opinião sobre o Islão só porque o Islão não gosta. Se é verdade que se deve prezar a liberdade e o direito à existência segundo as suas crenças das populações muçulmanas, também é certo que a liberdade e o direito à existência de todos os outros como bem entendem não é de menor importância.
O respeito tem de ser mútuo. Só respeitando se pode ser respeitado.