27 fevereiro, 2009

Mais um santo português

Está anunciada para o próximo Abril a canonização do Beato Nuno Alvares Pereira, o chefe militar da estratégia portuguesa na revolução de 1383-5 que iniciou uma nova fase na história portuguesa. Portugal descobriu a sua vocação marítima. Até então os monarcas portugueses sonhavam com futuro em direcção da Castela e no interior. Mas a vitória de Alcobaça decidiu de vez que Portugal não tinha futuro no interior, e tinha que se virar para o exterior. É desde então que começou o processo que alguns historiadores designaram «meridionalização» e «litoralização» de Portugal.
Os historiadores tem também um outro desafio acerca destes processos de canonização! Houve realmente 7 santos portugueses no passado como o jornal PUBLICO anunciava na sua edição de 22 de Fevereiro? Foi a sua ligação com 1º rei de Portugal que justificou a canonização de S. Teotónio? E S. Gonçalo foi realmente canonizado? Ou faz isto parte da tradição portuguesa de "doutores"?

30 janeiro, 2009

Núcleo Lusófono da História

Vai aqui o convite do NLH (Núcleo Lusófona da História) para todos os amigos e simpatizantes da História para se inscreverem utilizando a ficha de adesão que podem encontrar no link do cabeçalho desta mensagem.
Quem precisar de mais esclarecimentos pode responder a este apelo neste blogue.
Queremos pessoas motivadas e que partem da convicção de que o futuro que queremos pode ser construído somente com a compreensão do passado, e não ignorando o passado.

Sobre o que disse o Sr. Cardeal

Os lideres árabes, obrigados a recuar, fecharam-se ao mundo, com receio do que poderia vir de fora. Protegeram-se, criaram regras rígidas que impusesse a ordem e a união nos territórios dominados, depois da proveitosa expansão iniciada uns séculos antes. Cada líder, cada rei, com o corão na mão-tal como se fez com a bíblia durante praticamente 1500 anos-colocava ordem interna, criando uma carapaça protectora. Tudo o que tinha sido criação, genialidade, invenção técnica, ideias novas, não interessava agora. O Estado tinha que prevalecer sobre o privado, sob pena de desagregação, transformações sociais indesejadas, a qualquer custo. O mundo árabe estagnou. O privado era o Estado, o Estado era o privado. Mais do que isso não. A mulher, segundo o corão, é um ser submisso ao homem, até porque é um ser frágil e que não trabalha, logo como pode ter algo a dizer ao homem de espada em punho e saco de dinheiro na cintura?
O Sr. Cardeal não se lembra dos tempos áureos da Igreja, onde a mulher era submissa ao homem, por lei divina?
Tem a memória curta e é irresponsável, porque, nesta altura, não são precisas mensagens de ódio e xenofobia, ainda por cima dirigidas a ovelhas tresmalhadas (mulheres cristãs casarem com muçulmanos, imagine-se) de um já disperso rebanho.
Não tente impor nada, Sr Cardeal, a revolução francesa há-de chegar um dia àquelas bandas, não porque um Napoleão ocidental vai entrar por ali dentro, que isso já não se usa (embora o George USA o pretendesse), mas porque as parabólicas já chegaram há muito ao mundo árabe. Se tiver que acontecer alguma coisa, será com naturalidade, será internamente. Não temos que nos impor a ninguém.
E porque hoje é sexta-feira:
YES, WEEKEND!!!